Por Andrew LaVallee
The Wall Street Journal
Ler um email enviado pelo advogado de patentes Andrew Currier não é para qualquer um. Primeiro, é preciso responder a uma pergunta, tipo “Onde a gente se conheceu?” Se a resposta for correta, aí dá para ver o conteúdo do email — mas não dá para alterá-lo e nem o repassar a ninguém.
Preocupado com sua privacidade, o advogado residente em Toronto começou a usar um novo serviço que criptografa seus emails e tenta evitar que sejam lidos por destinatários acidentais. A ferramenta, desenvolvida pela canadense Echoworx Corp., acrescenta o botão “send secure” (envie com segurança) ao programa de email Microsoft Outlook. Ao contrário de outros sistemas de segurança de email que Currier provou, esse não exige que os destinatários baixem nenhum software ou usem o mesmo programa de email.
“Eu preciso que seja fácil para o cliente do outro lado”, diz Currier, que diz que um vazamento de informações pode ser desastroso para seus pedidos de patente. “As pessoas não gostam da vulnerabilidade do email.”
Várias empresas de tecnologia estão oferecendo novos serviços para tornar os atuais programas de email, como o Outlook, da Microsoft Corp., mais seguros, com funções que vão desde emails que não podem ser repassados até mensagens que só podem ser vistas por um tempo limitado — e depois se autodestroem. Embora a maioria dos programas de email já se proteja contra ataques de vírus e spam, eles dão pouco controle ao usuário sobre as mensagens enviadas. Então, esses terceiros, que não trabalham diretamente com a Microsoft ou outras empresas de email, querem preencher a lacuna.
A Echoworx, uma empresa de capital fechado de Toronto, lançou seu serviço Secure Mail em janeiro. O serviço é vendido por provedores de internet para usuários nos Estados Unidos e Canadá, que têm de pagar de US$ 5 a US$ 8 por mês. O serviço é atraente para usuários individuais e também para empresas que querem garantir confidencialidade, diz Chris Erickson, um vice-presidente executivo da Echoworx. Ele não quis dizer quantas pessoas usam o serviço atualmente.
“Para os consumidores, o importante é (evitar o) roubo de identidade”, diz Erickson. E como o Secure Mail torna mais fácil provar que as mensagens foram recebidas e que seu conteúdo não foi alterado, empresas podem negociar acordos por email com mais segurança, diz.
Outro novo serviço, o Kablooey Mail, permite que o usuário envie emails que só podem ser vistos durante algum tempo, o que pode ser atraente para pessoas que não querem rastros de sua correspondência. O serviço gratuito, que estreou em julho, permite que as pessoas entrem no site da Kablooeymail.com para escrever um email e definir um prazo de validade, que pode ir de dez segundos a duas semanas a partir do momento em que o email é aberto. Uma cópia do email fica gravada na conta do remetente.
O email é enviado pelo website, mas parece estar vindo do email pessoal do remetente. Ele aparece na caixa de entrada do destinatário com um link para um site onde a mensagem pode ser lida e onde também há um cronômetro mostrando quanto tempo falta para expirar. O destinatário é avisado para usar só as teclas de cursor ou a barra de rolagem, porque qualquer outra tecla fará a mensagem expirar imediatamente. Quando a mensagem desaparece, o destinatário tem a opção de pedir para o remetente a liberar outra vez.
Monitorando
Serviços que oferecem segurança para email enviado:
• Secure Mail: Destinatários têm de responder a uma pergunta para abrir o email.
• Kablooey Mail: As menssagens se ‘autodestroem’. Prazo pode ir de dez segundos a duas semanas.
• Registered Email: Confirma que um email foi entregue e aberto, e avisa se o conteúdo foi modificado.

