O envio de emails para a sua mailing list é um dos métodos mais eficazes de comunicar rapidamente algo importante, seja uma promoção, uma oferta, o lançamento de um novo produto, um convite para um evento exclusivo, etc.
Saber exactamente a mensagem que se quer passar e qual a acção que se quer que as pessoas tenham depois de lerem o email é imprescíndivel. Mas para isso acontecer é preciso que, claro, efectivamente abram o email.
Um email não é uma newsletter. Muitas vezes confunde-se um email com uma newsletter, mas um email é isso mesmo, um email. A mensagem a comunicar deve ser curta e directa. O objectivo é informar sobre algo, despertar o interesse e levar a uma acção.
Design
1. Botão vs. link no texto
Qual destes atrai mais atenção? Se considerarmos que mais de metade da sua mailing list lê os emails com as imagens off, pode assim perder-se o “call to action”. Envie um email com um botão para metade da sua mailing list e envie outro email com um link no texto para a outra metade e compare resultados. E lembre-se, em vez de usar uma mensagem genérica do tipo “clique aqui” , quer no botão ou no link no texto, use um “call to action” específico, do tipo “compre agora” ou “saiba mais” ou “poupe 20% agora” (dependendo obviamente do objectivo do email).
2.Com barra de navegação vs. sem barra de navegação
Uma barra de navegação pode ser exactamente igual à que tem no website. Mas será que o espaço que ocupa, principalmente no topo do email em destaque, justifica algo? Afinal também é um pouco estranho colocar um email personalizado com uma barra de navegação.
3. Call to action ou oferta em “snippet text” vs. no texto
Um “snippet text” é simplesmente a primeira frase que aparece depois da frase do “Assunto” (ou subject line), num preview. Uma frase que surge frequentemente num “snippet text” é “clique aqui para visualizar este email”, redireccionando para uma página web onde pode visualizar o email. Esta frase pode parecer perfeitamente adequada, mas se considerarmos que poucas pessoas clicam no link para visualizarem o email numa página web e se também considerarmos que esta frase não contém nenhuma informacão sobre a oferta ou a “call to action” e muito menos sobre produto/serviço ou a empresa, então provavelmente deveria reconsiderar a sua localização.
Incluir a call to action ou oferta no “snippet text” é o mesmo que fazer sobressair a informação mais importante do email aos olhos dos leitores que estão a ler rapidamente a inbox e a decidir que emails abrir.
Não estou a afirmar contudo que não deverá colocar um link para a versão web do seu email, apenas não é a melhor idéia colocá-lo na primeira frase do email.
4. Texto vs. HTML
O mais longo debate na história do design de emails surge agora novamente com os utilizadores de telemóveis, cujos “smartphones” podem alterar a mensagem de html. Se escolher a versão html, inclua uma opcão de texto para as pessoas escolherem visualizar.
5. Texto administrativo no lado direito vs. no fundo
Alguns emails contêm os links e detalhes de contacto e endereços web no final do email. Os detalhes de contacto e endereços do website deverão estar em destaque e no lado direito é uma óptima opção.
6. Múltiplas imagens vs. uma imagem
Uma única imagem larga pode parecer interessante, mas é um iman para o email ser considerado spam. Trocar uma imagem grande por duas ou três mais pequenas pode fazer a diferença.
Links
7. Mais links vs menos links
Se pensa que mais links é melhor porque dá ao leitor mais acesso ao seu website e mais chances de encontrar algo para comprar, então pense novamente. Utilizadores de telemóveis por ex. irão ter dificuldade de ver todos os links num pequeno parágrafo. Reduza os links aos calls to action essenciais. Também poderá fazer o teste de enviar um email com menos links para metade da sua mailing list e um email com mais links para a outra metade da sua mailing list e ver qual obteve mais resultados.
8. Envie a um amigo
Coloque um link de forma a que o leitor possa reencaminhar o email rapida e facilmente a alguém. Alguns softwares de estatística permitem-lhe também verificar facilmente quem reencaminhou a mensagem e o endereço de email para o qual foi enviada.
Conteúdo
9. Frase do Assunto específica vs. Frase do Assunto genérica
Coloque a call to action no Assunto (subject line) em vez do nome genérico da empresa, ou coloque algo que dê dicas sobre o conteúdo e que desperte a curiosidade, ou faça uma pergunta! Seja directo e original. Pense se você próprio abriria o email com determinada frase.
10. Frase do Assunto longa vs. Frase do Assunto curta
Várias pesquisas sugerem que frases na subject line mais longas alcançam pessoas que irão com certeza comprar. No entanto, não exagere e certifique-se que a frase continua directa e que as palavras mais importantes aparecem primeiro. Por ex: “Hoje 20% desconto sem portes de envio” em vez de “Hoje 20% de desconto”.
11. Email Personalizado vs Email não personalizado
Um email personalizado tem uma % de sucesso muito mais elevada. Um email personalizado é dirigido a uma pessoa específica pois contém o nome dessa pessoa, faz a mesma sentir-se envolvida e especial por receber a mensagem, dando mais atenção à mesma. Se não envia os seus emails personalizados, considere comecar a fazê-lo.
12. Texto longo vs. Texto curto
Muitos copywriters discutem esta questão, mas o que os potenciais compradores preferem? Se tivermos em conta que cada pessoa recebe centenas de emails, é fácil perceber que curto e directo é a melhor opcão. Além do mais, o objectivo é despertar curiosidade e vontade de tomar uma acção e que rapidamente os leitores cliquem nos links e sejam reencaminhados para, por exemplo, uma landing page específica.
13. Alt text com calls to action vs. nenhum alt text ou uma descrição simples
Alt text aparece quando as imagens são bloqueadas e consiste em palavras que descrevem uma imagem HTML. Sendo assim, será uma boa idéia colocar calls to action aqui em vez de ter apenas palavras como “product image one”.
Oferta
14. Oferta de quantia vs. oferta de %
Se normalmente oferece um desconto de % (20% por exemplo) experimente especificar a quantia que a pessoa irá poupar para chamar mais atenção (obviamente que isto irá depender do tipo de produto/serviço e audiência).
15. Mais/menos ofertas vs. menos/mais ofertas por mensagem
Se tipicamente coloca apenas uma oferta, adicione uma alternativa para leitores que não querem a sua oferta principal. Ao contrário, se normalmente oferece três ou quatro ofertas por email, pode estar a perder o foco de atenção e a dispersar-se, até fazendo as pessoas estranhar tantas ofertas. Assegure-se que a subject line reflecte esta mudança.
Frequência de mensagens e Timing
Esta é uma área delicada, pois aumentar a frequência pode levar a queixas de spam e a unsubscribes. Nunca aumente a frequência, principalmente durante a época alta de compras como o Natal, sem testar primeiro e ver as estatísticas: unsubscribes, click through, etc.
16. Horário de envio regular vs. altura com mais opens
Pode atingir mais potenciais compradores numa altura em que estes estão mais receptivos a abrir o seu email e pode não ser sempre à mesma hora. Deverá conhecer os seus clientes e os seus comportamentos online de forma a decidir a melhor opcão e altura. O melhor dia/hora poderá variar pois pode depender não só da altura do mês ou dia da semana mas também da época do ano. Use o seu programa de CRM de forma a conter dados estatísticos sobre os seus clientes que possibilitem tomar a melhor decisão.
17. Dias de envio regulares vs. dias inesperados
O mesmo princípio acima aplica-se aqui. Não existe uma fórmula definida, o que vai decidir é o tipo de produto/serviço que oferece, o comportamento online dos seus clientes, as tendências de mercado, os objectivos de marketing e vendas que tem e as actividades da concorrência.
Nota de cautela: Teste e teste novamente
Nenhuma alteração nos seus emails deverá ser feita sem testar previamente. É melhor testar primeiro e ter a certeza que a mudança faz sentido e funciona do que alienar a sua mailing list inteira.
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Olá Alexandre, tudo bem ?
Trabalho com e-mail marketing no Brasil há quase três anos, e gostaria de pedir a sua autorização para publicar o conteúdo deste post em meu blog http://www.marketingradar.com.br
Atenciosamente,
Maximiliano Ferreira
Me desculpe a demora.
Claro que pode publicar. Basta mencionar a fonte.
Sucesso,
| portfolio | http://www.alexandrelattari.com
| blog | http://www.alexandrelattari.com/blog
| profile | http://www.linkedin.com/in/alexandrelattari
Oi Alexandre, tudo bem?
Muito bom seu post, parabéns! Acho que é muito interessante divulgar ferramentas que sejam profissionais, completas e contra a prática anti-spam.
Como este é um assunto que cada vez mais está “em voga”, gostaria de disponibilizar o blog do emailmanager para futuras pesquisas, conteúdos, boas práticas, etc…
Gostaria também de saber sua opinião sobre a ferramenta emailmanager, é possível?
Fico no aguardo
Abraços
Nina Rosa
Gestora de Conteúdos
Ola, escrevi um artigo bem interessante sobre “A importância da frequência no envio de email marketing”
A cada venda realizada pelo seu site de ecommerce, você não apenas efetua a venda, mas também cria uma relação com o consumidor, a qual lhe permite, se autorizado, enviar emails periódicos para o consumidor e assim convertê-lo em um cliente usual de seus produtos e serviços. Seus clientes e a autorização deles para receber seus emails, mesmo não estando no balanço patrimonial de sua empresa, são um ativo valioso!
Queria deixar a dica de leitura do artigo completo em http://blog.tehospedo.com.br/dicas-e-artigos/2010-10-18/a-importancia-da-frequencia-no-envio-de-email-marketing-2/